Confira agora os custos salariais e trabalhistas no Brasil!

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O declínio dos salários reais e do volume de negócios e o elevado número de candidatos a emprego melhoram a posição de partida dos empregadores. No entanto, as ineficiências do mercado de trabalho brasileiro estão definidas. Sem aumento da produtividade e reforma da legislação trabalhista, os custos trabalhistas continuarão altos. Encontrar profissionais qualificados continua sendo um desafio.

Informações gerais sobre o mercado de trabalho

Com um lapso de tempo, a recessão brasileira só afetou o mercado de trabalho desde 2015. Ao longo de 2015, a taxa de desemprego subiu de 6,8% para 9,0%. Para o período de maio a julho de 2016, o IBGE calcula agora uma taxa média de desemprego de 11,6%. Apesar dos primeiros sinais de estabilização da economia, o desemprego deverá aumentar até meados de 2017.

Aumento

A base de dados do Ministério do Trabalho reporta uma redução de 1,7 milhão de empregos entre agosto de 2015 e julho de 2016, para 39,1 milhões de empregos formais. Isso corresponde a uma redução no emprego formal de 4,0% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O setor de construção civil (-14,0%) e a indústria de transformação foram fortemente afetados, principalmente nos segmentos indústria automobilística (-12,4%), eletroeletrônicos (-12,0%) e metalurgia básica (-10,0%). Não havia empregos adicionais em nenhum segmento econômico.

Pesquisa mensal

De acordo com a pesquisa mensal da PNAD do Departamento de Estatística do IBGE, não apenas o emprego formal, mas também o número de pessoas ocupadas diminuíram significativamente. Depois de perder o emprego, muitos brasileiros não têm alternativas ao mercado de trabalho informal ou ao trabalho autônomo.

Em 11,8 milhões, o número de desocupados foi 37,4% maior que no período de maio a julho de 2015. Segundo o último levantamento da PNAD, o contingente de 90,5 milhões de pessoas ocupadas é de 34,3 milhões. formalmente empregadas, 22,6 milhões de 11,2 milhões de trabalhadores autônomos, do setor público, 10,2 milhões de trabalhadores informais, 6,2 milhões de trabalhadores domésticos, 3,8 milhões de empregadores e 2,1 milhões de trabalhadores temporários a partir da família.

A situação no mercado de trabalho

Na barganha, o poder de barganha cabe aos empregadores. Eles usam a crise para cortar salários e vencimentos. Os funcionários de hoje aceitam de 25 a 30% menos do que antes da crise. A substituição de mão de obra mais cara por mão de obra mais barata se reflete na queda dos salários médios e na idade das novas contratações.

Mercado de trabalho

Somente as faixas etárias até 17 anos e 18 a 24 anos registraram mais atitudes no primeiro semestre de 2016 do que as demissões. Particularmente afetados pelos reajustes salariais são ocupações dos setores com maiores perdas de emprego (engenheiros civis e trabalhadores da indústria) e empregos de baixa remuneração.

No mercado de trabalho aquecido dos últimos anos, os salários reais e a renda real aumentaram drasticamente. Por outro lado, a produtividade mal aumentou. Segundo a Federação da Firjan, os custos unitários do trabalho doméstico aumentaram 24,1% entre 2010 e 2015 e 20,2% em dólares.

Baixa produtividade

A baixa produtividade deve-se, por um lado, às ineficiências da economia brasileira, como infraestrutura precária, burocracia complexa e investimento insuficiente em tecnologia e inovação. Por outro lado, a razão está no baixo nível de educação e na baixa qualificação da força de trabalho.

Segundo dados do IBGE de 2014, um terço da força de trabalho brasileira sequer completou o ensino fundamental. Apenas metade terminou a escola secundária. Apenas 14,3% da força de trabalho possui diploma universitário. A falta de preparação no nível intermediário de educação dificulta a aquisição de conhecimentos especializados específicos e, portanto, também medidas de educação continuada interna.

A baixa produtividade também está relacionada à alta rotatividade. Entre 2008 e 2014, a taxa de rotação foi superior a 60%. Em um ano, seis entre dez funcionários mudaram de emprego. A maioria das demissões e demissões ocorre no primeiro ano de contratação.

Despedimentos providos ou mesmo acordados para o uso do seguro-desemprego são uma prática comum, especialmente em setores de baixos salários. Com a recessão e após as medidas iniciais para evitar o abuso do seguro-desemprego, o volume de negócios caiu drasticamente. O jornal de negócios Valor Econômico calcula uma taxa de rotatividade de 43% para 2015.